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de 2008.















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HISTÓRIA DA MÚSICA I.
A história nos conta que a música surgiu ainda nos primórdios da civilização. Porém, como manifestação artística certamente foi ela que mais tardiamente se desenvolveu.
Ora, pois, em todas as artes o que mais se valoriza é aquilo que foi mais bem feito.
A música, para atingir estes patamares, exige a organização técnica, sons fixos, organização das escalas, etc..., Coisas que o homem primitivo ainda não conhecia.
O homem primitivo viu-se assim que se reconheceu por ser inteligente, ou pelo menos consciente do que fazia, cercado de mistérios que não entendia. Para ele, o cair da noite, o relâmpago e o barulho do trovão num dia de chuva, ou qualquer outra manifestação alheia a seu conhecimento, foi entendido como a existência de Deuses ou Demônios. Mais interessante ainda é o fato de que a mentalidade primitiva criou mais Demônios do que Deuses, pois os Deuses por serem bons não necessitavam atenção. Já os Demônios eram sempre lembrados pois por serem maus o homem precisava se proteger deles.
E onde a música entra nisso tudo? Pois bem, os elementos fundamentais da música, ou seja, o som e o ritmo são tão velhos quanto o homem, e foi através deles que o homem tentou se livrar dos espíritos.
A procura de sons litúrgicos para efeitos diga exorcizantes, fizeram com que a música demorasse muito a se desenvolver, pois quanto mais horrível o som, mais o homem imaginava assustar os maus espíritos. Nota-se, por aí, que a música e a religiosidade sempre caminhavam juntas.
Por essas questões, é que o ritmo se desenvolveu mais que o som entre os povos primitivos.
O que vimos em geral ao estudarmos a musicalidade dos povos primitivos, inclusive entre os aborígenes atuais, que apesar de quase extintos, preservam suas raízes folclóricas e crenças religiosas em geral que, os cantos em sua maioria, independente do caráter festivo ou religioso, tem fraseados ritmicos as vezes complexos e ricos, porém com sons constantemente repetidos e pobres.
O ritmo interessa e mexe muito mais com o corpo de que a mente, e os povos primitivos em geral não tem muito interesse pela inteligência lógica, e isso os priva do desenvolvimento das faculdades intelectuais, e a partir disso, o som tem menos importância que o ritmo.
Outro agravante da situação, é o fato desses povos enfrentarem a dificuldade de construir instrumentos suficientemente ricos para produzir sons afinados e de grande tessitura.
Somente os povos da civilização cristã conseguiram produzir instrumentos como o órgão, piano, violino, etc...
Por mais barulhentos que fossem os instrumentos do homem primitivo, passaram-se milhares de anos, e mesmo assim muitos povos não conseguiram produzir algo realmente interessante nesse sentido. Civilizações Javanesas, Indianas, e até os mais inteligentíssimos como os Assírios e os Egípcios, em geral, construíram instrumentos que se baseiam na percussão. O princípio desses instrumentos claro, é o ritmo. Alguns povos como os Vedas, habitantes do Ceilão, nem este tipo possuíam. O único som musical que eles conheciam era a voz.
Cidades antigas se desenvolveram nos férteis vales do Rio Tigre, Eufrates, na Mesopotâmia, do rio Nilo no Egito, do rio Yang-tsé na China, e no rio Gangues da Índia, e ainda nessa altura, a música era dependente do ritmo e da dança, embora já houvessem organizados os sons com algumas escalas.
Os Gregos surgiram na história em torno de 1500 a.C. Dividiam-se em poderosas tribos: Jônica, Eólica e Dórica. A primeira expressão musical dos Helenas deveu-se aos Bardos. Os grandes poemas como "Iliada" e a "Odisséia", foram criados por Homero, um Bardo cego invocando a 1ª. Guerra entre Gregos e Troianos.
Essas, já eram formas profanas de música, poesia e teatro. Nas músicas de cunho religioso, elas principalmente se dirigiam a Dionísio (Baco), que conforme a mitologia era discípulo das nove musas. Os Gregos acreditavam que Baco percorria as terras tocando flauta e ensinando o cultivo da uva. Por isso ficou também conhecido como Deus do vinho.
Dos povos da antiguidade, em termos de música, os Gregos foram os mais conhecidos e interessantes, tanto assim que seus conhecimentos influenciaram bastante a música Cristã.
Na base da música Grega, estava o tetracorde, isto é a escala. Tinha somente quatro sons. Os sons extremos do tetracorde, ou seja, o primeiro e o quarto, eram fixos, e os internos, ou seja, o segundo e o terceiro, podiam variar de entonação, e distinguiam-se os gêneros Diatônico, Cromático e Enarmônico.
Continue a leitura do texto em história da música 2.
Referências bibliográficas:
http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica
ANDRADE, Mário de. 1893-1945. Pequena história da música. 7. Ed. São Paulo, Martins, Brasília, INL 1976. X245 pg. pilust.
BARROS, Armando de Carvalho. B273m. A Música: Ambientes Históricos. Sua história geral em quadros rápidos, artes comparadas. RJ. ED. Americana, Brasília. INL 1973.
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