de 2008.


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HISTÓRIA DA MÚSICA II.


      Esse texte é a continuação de História da Música I:

      Essas escalas chamavam-se modos, e cada um tinha um nome específico. Eram considerados no sentido descendente, ao contrário das escalas atuais e conforme a posição de tons e semitons se chamavam:

      - Dórico;
      - Frigio;
      - Lídio;
      - Hipodórico;
      - Hipofrígio;
      - Hipolídio;
      - Mixolídio;

      Pitágoras, descobriu ainda em 600 a.C., as leis da acústica e dos intervalos harmônicos, porém a música ainda era monódica. Para enriquecer os seus recursos, os Gregos adotaram o "Quarto de tom".
      Um inventor chamado "Ctesibio", inventou um protótipo do órgão por volta de 200 a.C. No princípio funcionou com um sistema hidráulico, e só mais tarde veio à usar o atual sistema pneumático.
      Com o surgimento do Cristianismo, a nova religião precisava também de cantos para sua celebração. Eles buscaram então na velha tradição Hebraica alguns hinos e aos poucos foram adaptando-os à nova religião. Os cantos da época eram silábicos, e os Cristãos acabaram por abandonar práticas como o "Quarto de tom', usado pelos Gregos.
      No início os Fiéis cantavam em uníssono, mas a falta de preparo do povo prejudicava a exatidão dos hinos. Então por volta do séc. II, as constituições Apostólicas decidiram que haveria um solista para cantar os Salmos. Assim os Fiéis apenas respondiam. Criou-se nessa época o solo Salmódico, o canto Responsorial e o canto Antifônico.
      Foi também nessa época que começaram surgir os cantores profissionais que aos poucos foram modificando o sistema silábico para inventar os melismas e vocalizos ornamentais.
      Algum tempo mais tarde Gregório Magno assumiu o pontificado. Foi Papa de 590 à 604 e fundou a "Schola Cantorum". Mandou escrever o Antifonário com cantos oficiais da Igreja. Por ser de sua criação recebeu o nome de "Canto Gregoriano". A música continuava com caráter homófono, e voltou ao sistema silábico. Inspirava-se nos modos Gregos, mas com algumas diferenças, entre estas, a consideração da escala como ascendente, e o constante uso dos graus quinto e sexto nos modos autênticos, e do terceiro e quarto dos modos Plagais.
      Com a descoberta dos modos Plagais, chegou-se ao número de 12, sendo eles divididos em autêncicos e plagais:

Autênticos:       - Dórico, Frígio, Lídio, Mixolídio, Jônico, e Eólico.

Plagais:       - Hipodórico, Hipofrígio, Hipolídio, Hipomixolídio, Hipojônico e Hipoeólico.


      
Continue a leitura do texto em história da música III.


Referências bibliográficas:

http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica

ANDRADE, Mário de. 1893-1945. Pequena história da música. 7. Ed. São Paulo, Martins, Brasília, INL 1976. X245 pg. pilust.

BARROS, Armando de Carvalho. B273m. A Música: Ambientes Históricos. Sua história geral em quadros rápidos, artes comparadas. RJ. ED. Americana, Brasília. INL 1973.

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