HISTÓRIA DA MÚSICA III.
Esse texto é a continuação de História da Música II:
Porém apesar das inovações as dificuldades continuavam a atormentar os músicos e cantores da época. O motivo era a precariedade do sistema de notação musical. Utilizavam-se letras, sinais taquigráficos originários da Grécia sem muita clareza de significado, enfim, uma espécie de "salada" musical, nem sempre interpretada de maneira correta. O prejuízo para a pureza da arte musical era evidente.
Com o tempo novas formas de notação foram criadas, mas a verdadeira revolução coube ao Monge Guido D'arezzo (990 à 1050). Ele criou um sistema chamado hoje de pauta. Inicialmente tinha 4 linhas e no início de cada uma eram notadas as letras correspondentes a cada som, nas linhas e nos espaços. A quinta linha só se juntou às outras quatro no século XVII, e é usada até hoje.
Do sistema inicial de Guido D'arezzo conservamos também as letras "F" e "C" que deram origem à clave de "F"(Fá) e "C" (Dó).
Mas suas invenções não pararam. Percebendo a necessidade de melhorias no sistema ele acabou criando os nomes dos sons. Inspirou-se no hino à São João Batista e criou os nomes usando a primeira sílaba de cada estrofe do hino: Ut, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si. No século XVII a silaba Ut foi mudada para Dó, por ser de difícil pronúncia, e daquela época até nossos dias poucas coisas mudaram nesse sentido. A criação de D'arezzo facilitou a interpretação e exatidão da música.
Os conventos Beneditinos dessa época contribuíram para a divulgação desse conhecimento e também de outras artes e tradições em geral. Os Monges compilavam documentos antigos, livros mais antigos ainda, e enfim, procuravam de todas as formas instruir pessoas e passar à diante o conhecimento artístico e cultural da época.
Confira em breve a continuação das matérias sobre a história da música.
Referências bibliográficas:
BARROS, Armando de Carvalho. B273m. A Música: Ambientes Históricos. Sua história geral em quadros rápidos, artes comparadas. RJ. ED. Americana, Brasília. INL 1973.
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