de 2009.


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HISTÓRIA DA MÚSICA IV.


      Esse texto é a continuação de História da Música III:

      Surgiram do século XI em diante figuras que com certeza influenciaram as gerações seguintes, com seu pensar puro e revolucionário. Entre estes, estão São Francisco de Assis, São Domingos, São Tomás e Aquino, Alberto Magno, Roger Bacon, Giotto Di Bondone e Dante Alighieri que usou a língua do povo para escrever a "Divina Comédia", até hoje conhecida como um clássico da Literatura.

      A Europa estava empobrecida e devastada, mas o povo não se separou do hábito de cantar. O que se lastima, é que a voz do povo não pode influenciar o canto oficial da igreja. Os músicos porém reparavam a algum tempo que as expressões do canto dos Plebeus tinham algo de interessante. Seus ritmos, danças e cantos poderiam ser aproveitados para se construir novas formas musicais.

       O povo cantava canções ligadas à colheita, chegada da primavera ou verão, canções conhecidas como "Maias", "Fiandeira" e "Barcarolas" entoadas pelos barqueiros de Veneza.

      Os Bardos ainda percorriam a Europa. Aos poucos o número de músicos profissionais crescia, utilizando-se de rabecas, tambores e flautas animando festas populares.

      Ao sul da França surge um movimento conduzido por jovens trovadores, o livro "Lírico trovadoresco", influenciado em parte pelos Menestréis, e que levavam canções de amor e de louvor.

      Surgiram neste terreno entre outros, Joufre Rudel, O Conde de Poitiers, o Rei Tibaldo de Navara, Bertrand de Born, Croitiano De Froides e Adan de La Halle.

      Nascido também no século XI, o "Lirismo Provençal" irradiou-se por toda França, Itália, Alemanha, Portugal e Espanha. Na Alemanha surgiram os "Minesanger", que acabaram sendo muito conhecidos através da obra de Richard Wagner.

      Nas bibliotecas de Portugal existem publicações com mais de duas mil canções chamadas de "Os Cancioneiros"e o "Coloci-Brancutti". Entre os principais compositores das canções estão o Rei D. Diniz (1261-1325) e o Rei D. Afonso X da Espanha (1221-1289).

       Os compositores de música erudita influenciados por esta música popular sentiram a necessidade de melhorar um pouco mais a escrita musical. A criação de Guido D'arezzo já estava com dificuldades para detalhar os cantos.

      Surge então a "Ars Mensurata" ou arte medida e os sinais começaram a adquirir a forma atual.

      Ao longo desse período surgiu também o "Discante" com uma forma simples e escrito para várias vozes. Foi a chave para o descobrimento da polifonia, onde várias vozes e instrumentos se misturavam não seguindo mais o padrãode unissono.

      Tentou-se nessa época criar uma música sem influência das formas religiosas, mas só lá pelo século XIV é que realmente começaram a surgir novas formas e conceitos, com inovações feitas principalmente com o surgimento da escola "Ars nova" de Paris. Guilherme Machaut (1300-1377), Felipe de Vitri e Lescarel foram os expoentes mais inovadores da época.. Ocorria também um movimento semelhante na Itália. Lá os nomes mais conhecidos eram Francisco Landino e João Caccia.

      Surgiram dessas experiências formas como a "Caça", a "Balada" e o "Madrigal". Durante esse desenvolvimento da música profana, a música religiosa também se melhorou bastante, atingindo sua forma mais complexa que é a "Missa". Em meados do século XIV foi composta a primeira obra dessa nova forma e seu compositor foi Tournay. Em seguida Joaquim Des Prés (1450-1522) fez mais algumas modificações. Des Prés foi diretor do coro da Catedral de Cambrai, e teve o apelido de "Príncipe da música".

      No século XV com uma maior difusão da nova "Schola Cantorum", os reis e Igrejas na sua quase maioria adotaram as "Capelas Corais". Estas se tornaram grandes escolas musicais da época.

      Entre as mais famosas, estavam as capelas de Canbrai, a de Flandres e a de Windsdor na Inglaterra dirigida por João Dunstablé, que fora mestre na polifonia religiosa. Seus ensinamentos foram reconhecidos em larga escala.

      Tiveram também grande influência as músicas Franco-flamengas, que se tornaram exímios na arte do contraponto. Entre seus nomes, na história guardou os de Guilherme Dufai, que também foi dirigente do coro pontificial em Roma, Obrechr Ockeghen, Luis Tomás de Vitória e Orlando de Lassus, que também marcou época em que a escola entrou em declínio.

      Foram percebidas afinidades estéticas entre a música e a arquitetura dos grandes períodos. Na época do canto Gregoriano, temos a Igreja Românica, com o contraponto da escola Flamenca. Surgiu a Igreja Gótica, com traços leves e interessantíssimos. A música mudou definitivamente coma aceitação do compasso binário junto ao ternário, a proibição do uso de 8a e 5a consecutivas, a aceitação definitiva dos intervalos de 6a e 3a ao grupo dos consoantes, e a unificação vertical da polifonia eliminando as bitonalidades e o desenvolvimento da função do baixo como suporte harmônico.


Referências bibliográficas:

http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica

ANDRADE, Mário de. 1893-1945. Pequena história da música. 7. Ed. São Paulo, Martins, Brasília, INL 1976. X245 pg. pilust.

BARROS, Armando de Carvalho. B273m. A Música: Ambientes Históricos. Sua história geral em quadros rápidos, artes comparadas. RJ. ED. Americana, Brasília. INL 1973.

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